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13
nov

Agricultores relatam impacto socioambiental do Projeto Opará

 

Na manhã do dia 13, o IV Seminário de Recuperação Hidroambiental foi encerrado com a mesa redonda Experiências das Comunidades do Baixo São Francisco, com a apresentação de experiências socioambientais realizadas em parceria entre o projeto Opará e as comunidades rurais do Alto Sertão.

Jadson Lourenço, representante da Coopac, falou sobre o tema Do Águas do São Francisco ao Opará: troca de experiências no Assentamento Jacaré-Curituba. Ele  contou como a experiência do Projeto Opará impactou na comunidade do assentamento Jacaré Curitiba.

“O Projeto Opará foi uma experiência muito proveitosa para a gente porque estamos num assentamento de reforma agrária que tem suas áreas de reserva, mas que inicialmente elas estavam muito abandonadas. Quando o projeto Águas do São Francisco foi encerrado e começou o Opará, vimos a expansão de áreas em que tínhamos deficiência no nosso assentamento, pois o projeto passou a dar um enfoque maior junto à comunidade e às nossas deficiências, a exemplo de manejo de irrigação, confecção e plantio de mudas”, completou o agricultor”, destacou. “Inicialmente tivemos áreas que foram colocadas como  produtivas, mas que estavam com sua vegetação natural – a caatinga – totalmente degradada. Essas atividades ajudaram muito a recuperar estas áreas. Porque culturalmente a gente sabe que a gente tem nas áreas de caatinga a cultura de criação de vacas, e isso influencia muito na recuperação natural das nossas áreas. Isso vai impactar mais diretamente na parte ambiental, principalmente nos órgãos fiscalizadores”, completou.

Outro tema da mesa redonda foi sobre a parceria entre o Projeto Opará e a Unidade de Produção Camponesa do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). “Como espaço experimental da organização da produção agroecológica e empoderamento da luta camponesa, podemos contar com a parceria do Projeto Opará através das ações socioambientais de reflorestamento com a produção de espécies da caatinga, iniciativa necessária para a preservação ambiental que tem forte impacto na realidade social da região. É preciso massificar a cultura de plantar árvores e sementes para preservação do meio ambiente e para o resgate da história de luta das comunidades camponesas”, enfatizou Iva de Jesus Santos, representante do MPA.

Iva também lembrou os impactos da implantação da UFS do campus sertão através da qual o Projeto Opará é parceiro no desenvolvimento de pesquisas na região.

   “A UFS do sertão é fruto da luta dos movimentos sociais e da juventude do sertão. Eu não estudei para sair do campo. É possível viver em nossas comunidades. É possível ser feliz lá é ter renda lá. O que falta, de fato, são políticas públicas para incentivar a nossa juventude a permanecer no campo”, destacou a agricultora, que é filha do assentado do assentamento Nova Canadá e milita no MPA.

Ao escutar os depoimentos dos agricultores,  o professor Airon José Silva, chefe do Departamento de Engenharia Agronômica, compartilhou sua própria história para refletir a qualidade das políticas de educação para o campo.

Filho de agricultores, Airon estudou em escola do campo, em que uma só professora dava aulas para seis séries simultaneamente. “Meus pais ainda hoje vivem no campo e ainda hoje existem estas escolas no campo”.

Ele lamentou a descontinuidade da política de educação básica, sobretudo municipal, “não se existe uma preocupação pra garantir a educação de qualidade para estas crianças do campo”, lamentou.  “Introduzir nestas escolas a educação ambiental é fundamental para garantir que essas crianças comecem desde cedo a introduzir no seu processo de formação e no seu desenvolvimento a importância do meio ambiente para garantir a sustentabilidade socioambiental, que é isso que buscamos e é o que o Projeto Opará busca”, concluiu o professor Airon.

O professor da Escola Municipal Escrava Anástacia, na cidade de Canindé do São Francisco,   José Ademi dos Santos, falou sobre o tema Escola do campo: Educação Ambiental, lembrando a importância da educação ambiental desenvolvida pelo Projeto Opará na comunidade.  A chegada do projeto Opará em nossa escola  foi uma festa para os alunos. Estamos tentando plantar um embrião para as crianças para que elas carreguem este sentido da educação ambiental”, destacou.

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