Palestra e lançamento de livro abrem o IV Seminário de Recuperação Hidroambiental

11
nov

Palestra e lançamento de livro abrem o IV Seminário de Recuperação Hidroambientall

 

 

Lançamento do Livro Opará

A palestra “biomas da caatinga e amazônia: conheça as principais ameaças” e o lançamento do livro Opará marcaram ontem a abertura do IV Seminário de Recuperação Hidroambiental, realizado pelo Projeto Opará: águas do rio São Francisco na Didática VII, do Campus de São Cristóvão da Universidade Federal de Sergipe.

Professor Humberto Barbosa, coordenador do LAPIS

Na palestra de abertura, o professor da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e coordenador do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (LAPIS), Humberto Alves Barbosa, destacou os riscos e vulnerabilidades ambientais da caatinga e os impactos da desertificação  do bioma como desafios para recuperação hídrica do rio São Francisco. “Apesar de importante ecossistema natural com grande capacidade de resiliência, a caatinga ainda não conta com sistemas de monitoramento que ajudem a conservá-la. Há uma ausência de políticas públicas e de estudos que promovam a proteção do bioma. Ainda existem poucos estudos que gerem conhecimento sobre o patrimônio biológico e genético da caatinga, o que a torna vulnerável em relação aos processos de degradação”, alertou o pesquisador.

A palestra foi acompanhada pela coordenadora regional da Petrobras, Francislene de Oliveira Cerqueira Lima, que representou a empresa no evento. “A Petrobras fica feliz ao participar deste seminário e constatar os bons frutos do projeto Opará  junto às  comunidades”, ressaltou.

Mesa de abertura com a presença da Petrobras e UFS

Na mesa de abertura, o professor Antenor Aguiar, coordenado Geral do Projeto Opará agradeceu à Petrobras e a Universidade Federal de Sergipe. “Uma parceria com atividades que dão flores e frutos e faz com que o nosso projeto abrace o tripé da universidade: ensino pesquisa e extensão”, resumiu Antenor Aguiar.

Ele também destacou o lançamento do livro Opará. “Nos aproximamos da beleza da vida. Por isso começamos com a maior força que temos no sertão, no estado e no Brasil: a nossa gente. Na seção matas, retratamos a caatinga, que tem muita resiliência, e aos primeiros pingos d’água floresce. O livro tem um pouco disso tudo: gente, matas e águas. Encerramos esta segunda fase do projeto com esta publicação, que representa um olhar atento da nossa equipe com a região semiárida de Sergipe. Um registro da memória das águas, das matas e da gente que o projeto contribui para preservação e conservação”, apontou Antenor.

Após contar sua própria experiência com a comunidade dos Kariris Xokós, que participou do vídeoclipe Agô exibido na abertura do seminário pela cantora sergipana Héloa Rocha, o Reitor da UFS, professor Ângelo Antoniolli, destacou a necessidade de dedicar esforços para as comunidades ribeirinhas, considerando o papel social desempenhado pela universidade pública.

 

Reitor da UFS, professor Ângelo Antoniolli

 “Temos que olhar para o ser humano que está lá dentro, e este é o papel da universidade. É aí que entram nossos cursos, nossos mestrados, nossas pesquisas e nossos projetos de extensão”, resumiu o reitor, que prestigiou a solenidade de abertura do evento.

O Pró-Reitor de Graduação da UFS, Dilson Maynard participou do evento. “É uma satisfação perceber o crescimento da UFS em sintonia com projetos com pautas ambientais. O Projeto Opará está de parabéns por aproximar a universidade da realidade dos ecossistemas para que nossas lutas tenham sentido social”, destacou,  ao passo que agradeceu a parceria histórica da Petrobras com as pesquisas e projetos da UFS.

O professor Airon José da Silva, chefe do Departamento de Engenharia Agronômica da UFS parabenizou o projeto Opará pelos trabalhos desenvolvidos. “Saber que podemos contar com projetos como o Opará e o parceiros como a Petrobras nos engrandece”, destacou o professor, que esteve presente na solenidade de abertura do IV Seminário de Recuperação Hidroambiental do Projeto Opará.

Pró-Reitor de Graduação da UFS, Dilson Maynard e o professor Airon Silva

Lançamento do livro Opará

Durante o lançamento do livro, a professora Patrícia Rosalba da Universidade Federal de Sergipe foi homenageada representando todas as pesquisadoras que atuam no projeto. As agricultoras atendidas pelas ações do Opará: águas do rio São Francisco também foram homenageadas através da trabalhadora rural Maria José da Conceição dos Santos, que participou do livro.  “Queremos homenagear as mulheres que   fazem parte da história do projeto e que a partir de suas vivências contribuem para um semiárido sustentável com práticas socioambientais que mudam a realidade local”, disse Antenor Aguiar.

Também durante o evento foi lançado o livro Opará, com mais de 200 imagens do semiárido sergipano captadas pela equipe do projeto que recontam a trajetória socioambiental das ações realizadas pelo Opará: águas do rio São Francisco e Águas do São Francisco durante a execução de atividades de reflorestamento, monitoramento hídrico, pesquisas e educação ambiental no sertão de Sergipe.

O livro Opará foi distribuído gratuitamente com participantes do seminário. A obra é organizada pelo professor da UFS, Antenor Aguiar, o engenheiro florestal, Thadeu Ismerim e a professora da UFS Anny Kelly Vasconcelos, respectivamente coordenador geral, coordenador de monitoramento de restauração florestal e pesquisadora voluntária do Projeto Opará: águas do rio São Francisco.

Professora Patrícia Rosalba

Antes da mesa de abertura, o público acompanhou a apresentação do videoclipe Agô, da artista sergipana Héloa Rocha, que agradeceu o convite do Projeto Opará e  compartilhou a experiência do processo de produção musical Opará. “Este trabalho fala dos povos originários kariri-xocó e sapucá, dos povos ribeirinhos e da sua relação com a história do rio Opará, que constrói o imaginário e a história do povo sergipano e é guardião dos saberes tradicionais. O trabalho é uma interseção entre as matizes africanas e indígenas e faz o resgaste da  manutenção cultural destes povos que são protagonistas da nossa história e guardiões dos recursos naturais, da nossa memória, resgaste e manutenção dos saberes tradicionais”, enfatizou.

A artista sergipana Héloa Rocha

O Projeto Renascendo também marcou presença no evento. “A natureza do seminário no seu movimento de idas e vindas – seca/renasce,  cria um espaço humano que é o espaço da fé, da esperança, da persistência e da solidariedade. Espaço da fé de que a chuva vai chegar, da esperança de que a vida vai melhorar, da persistência de continuar trabalhando e cuidando para garantir a sobrevivência, e da solidariedade que vem do partilhar dificuldades, alegrias e esperanças”, comentou a coordenadora do Projeto Renascendo, Maria do Carmo Vieira.

Pablo Vieira e Maria do Carmo Vieira, do Projeto Renascendo

 O IV Seminário de Recuperação Hidroambiental continua até amanhã, 13 de novembro. O evento é gratuito, denatureza interdisciplinar e faz parte do encerramento das atividades do projeto Opará: águas do rio São Francisco, patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental e Governo Federal, que ao longo de dois anos atuou com comunidades do baixo São Francisco, em Sergipe e Alagoas, com ações ligadas à sustentabilidade do uso da água, considerando, especialmente, temas relativos à Gestão dos Recursos Hídricos, Restauração Florestal, Educação Ambiental e Segurança Hídrica.

Nesta manhã do dia 12, serão realizados os minicursos recuperação de solos afetados por sais, ferramentas para avaliação da qualidade da água, educação ambiental pelas águas do rio São Francisco, recuperação de nascentes e bioágua: tecnologia socioambiental para a agricultura familiar. No mesmo dia à tarde, haverá a mesa-redonda Futuro das Florestas, com discussões sobre Mata Atlântica e Caatinga.

Na manhã do dia 13, o evento será encerrado com a mesa redonda Experiências das Comunidades do Baixo São Francisco, com a apresentação de experiências socioambientais realizadas em parceria entre o projeto Opará e famílias assentadas do Jacaré-Curituba, o Movimento dos Pequenos Agricultores e a Escola Escrava Anastácia, onde foram desenvolvidas atividades de educação ambiental do projeto.  Também no último dia do evento, haverá o lançamento do vídeo institucional do projeto com resumo das ações desenvolvidas ao longo dos dois anos da sua execução.

O seminário integra a programação especial de encerramento do projeto Opará: águas do rio São Francisco, com a participação de ações socioambientais como o Projeto No Clima da Caatinga (Associação Caatinga/Ceará), Renascendo (Instituto Palmas/Alagoas) e Projeto Semeando Águas (São Paulo/Ipê).

O evento terá ainda a mostra fotográfica Água e Caatinga: Ações Socioambientais do Sertão, com imagens da equipe do Projeto Opará e fotos dos primeiros colocados no Concurso Fotográfico ​“Rio São Francisco: olhares, diversidades e cores no sertão”, realizado pelo projeto com o objetivo de incentivar novos olhares.

O Projeto Opará: águas do rio São Francisco é realizado pela Sociedade Socioambiental do Baixo São Francisco Canoa de Tolda em parceria com a Universidade Federal de Sergipe, e patrocínio da Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental e Governo Federal.

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