Rio São Francisco é tema de oficina de educomunicação

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Rio São Francisco é tema de oficina de educomunicação

Com uma filmadora na mão, desenhos e cartazes, os estudantes da Escola Municipal Zumbi dos Palmares, na cidade de Poço Redondo, protagonizaram de maneira criativa na manhã desta terça-feira experiências socioambientais de preservação do rio São Francisco através de uma oficina de educomunicação.

A atividade foi realizada pelo Projeto Opará: águas do rio São Francisco, realizado pela Sociedade Socioambiental do Baixo São Francisco Canoa de Tolda em parceria com a Universidade Federal de Sergipe e patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental e Governo Federal.

Através de uma metodologia participativa, a oficina foi aberta com informações geográficas sobre o rio São Francisco, suas potencialidades e desafios socioambientais para as comunidades ribeirinhas.

A base de discussões foi a Cartilha Velho Chico lançada pelo projeto Opará este ano com o resumo de forma lúdica e ilustrativa sobre a história da chegada das caravelas portuguesas no período das ocupações marítimas e exploração da navegação do rio, até os desafios socioambientais dos dias atuais como o assoreamento e salinização das suas águas.

Estudantes recebem orientações

O aluno Cleverson Pereira

Os estudantes foram convidados a participarem de forma lúdica com desenhos e confecção de barcos de papel de uma navegação imaginária refazendo o trajeto marítimo do Velho Chico explorando elementos naturais, culturais e históricos do rio.

O aluno Cleverson Pereira da Silva, 13 anos, materializou no papel o desejo do rio São Francisco com peixes, barcos e vegetação nativa. “É assim que a gente quer ver o rio, com muita água e sem poluição“, explicou.

 

Alunos experimentaram práticas de comunicação

A adolescente Cleane Brandão da Silva, de 13 anos, moradora do Assentamento Quatro Casas, escolheu a filmadora para fazer registros de vídeos com os colegas. “A comunicação mostra os problemas do rio que a gente já conhece e que outras pessoas que não moram aqui não sabem. Filmar, fotografar mostrar a situação pode melhorar a vida de todo mundo”, diz.

 

 

 

A estudante Maria Raiane

A estudante Maria Raiane Carvalho Barbosa concorda com a colega. “Da nossa comunidade podemos denunciar a poluição do rio São Francisco seja através de um celular, das redes sociais ou dos meios de comunicação como a televisão e o rádio”, fala.

 

 

 

A facilitadora Neuma Rúbia

Para a facilitadora da oficina, Neuma Rúbia Figueiredo Santana, “os participantes mostraram uma identificação de pertencimento em relação ao rio São Francisco e responderam bem à atividade, o que foi revelado nos registros dos desenhos, cartazes e encenação cultural. O resultado final foi que os estudantes assumiram o papel de protagonistas, de agentes de mudanças a partir do aprendizado, conscientização e  exposição do que pensam utilizando a educomunicação como ferramenta”, salientou.

Alunos encenam interpretação da cartilha Velho Chico

 Os estudantes encenaram a Novela do Rio São Francisco através da qual protagonizaram personagens da Cartilha Velho Chico e uma manifestação em defesa do rio. Esta é a terceira atividade de educação ambiental realizada pelo projeto Opará em parceria com a Escola Zumbi dos Palmares. “A partir desta aproximação com o Opará, entendemos a importância de trabalharmos conteúdos pedagógicos dentro de uma proposta de conscientização do rio São Francisco”, explica Jane Gomes, diretora da unidade de ensino.

 

 

 

 

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