Lançamento de livro marca abertura de seminário

24
jul

Lançamento de livro marca abertura de seminário

 

Lugares, Potencialidades e Resistências: Terra e Povo no São Francisco. Este é o título do livro lançado na manhã desta quarta-feira, 24, durante o III Seminário de Recuperação Hidroambiental, na Universidade Federal de Sergipe (UFS), realizado pelo Projeto Opará: águas do rio São Francisco, patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Socioambiental e pelo Governo Federal.

A publicação é organizada pelos professores da UFS e coordenadores do projeto Opará, Patrícia Rosalba e Antenor Aguiar, e reúne experiências socioambientais e artigos produzidas pelo Grupo de Pesquisa Acqua, ligado aos programas de pós-graduação de Meio Ambiente e de Recursos Hídricos, e o Grupo de Pesquisa Xique Xique do Campus do Sertão.

O livro possui como eixos principais discussões sobre recursos hídricos e pesquisas que contribuem em torno das problemáticas e potencialidades que circundam as águas do Rio São Francisco e seus afluentes; recuperação de áreas degradadas, com textos que refletem sobre áreas degradadas e experiências de requalificação ambiental no baixo São Francisco; e diversidades, cultura e ambiente, que apresenta discussões sobre as complexidades, potencialidades e desafios enfrentados pelas diversas comunidades que formam o baixo São Francisco.

“A coletânea de artigos expõem a diversidade social e cultural presente na região, com foco para a relação entre cultura e ambiente, comunidades ribeirinhas e a água, potencialidades do rio São Francisco. A idéia é produzir e disseminar o conhecimento para a sociedade”, explica Patricia Rosalba.

Professores e estudantes universitários prestigiaram a solenidade de lançamento da publicação e participaram das atividades do evento, que foi realizado nos dias 24 e 25 com o objetivo de compartilhar o conhecimento técnico e científico e promover a difusão e o diálogo das experiências socioambientais e perspectivas voltadas à recuperação hidroambiental de áreas degradadas nas bacias hidrográficas do Estado de Sergipe, com destaque para o rio São Francisco.

Para a professora Patricia Rosalba, o evento foi um importante espaço para troca de saberes e experiências com o envolvimento de professores e professoras da UFS, comunidade acadêmica e instituições parceiras do Opará com a apresentação de ações desenvolvidas em Sergipe e em outros Estados. “Este é um evento de extrema importância para compartilhamos conhecimentos e saberes, constituindo redes e mostrando o que estamos produzindo no Projeto Opará e em outros estados no campo das ações socioambientais”, observou.

Além do livro, foi realizada a palestra sobre o rio São Francisco, ministrada por Antenor Aguiar, que tratou sobre as condições socioambientais do Velho Chico. De acordo com ele, o seminário contribuiu para discussões de ações de preservação e recuperação do rio São Francisco. “O evento representa todos os esforços de reflorestamento, monitoramento, pesquisa e educação ambiental desenvolvidas pelo projeto Opará com um olhar voltado para as pessoas e para a terra daquela região. O livro é uma ferramenta de visibilidade deste trabalho que inclui também os pesquisadores que contribuem com das ações socioambientais produzidas no meio acadêmico para a sociedade. Neste cenário, o seminário é uma oportunidade de reunir discussões com comunidades ribeirinhas, pesquisadores e sociedade em geral em torno da gestão de recursos hídricos em Sergipe, com a participação de estudantes universitários, sociedade civil e profissionais de áreas afins”, destaca.

Professor Antenor Aguiar durante palestra rio São FranciscoO III Seminário de Recuperação Hidroambiental conta ainda com representantes de projetos socioambientais patrocinados pela Petrobras como o Renascendo, de Alagoas, e No Clima da Caatinga, do Ceará.

Para a coordenadora do Projeto Renascendo, Maria do Carmo Vieira, “o seminário é uma ótima oportunidade para troca de experiências de trabalhos semelhantes que são realizados em diferentes estados do semiárido nordestino e que contribuem com ações socioambientais que ajudam a pensar a região”, disse.

Daniel Fernandes, coordenador do projeto No Clima da Caatinga e a coordenadora do Projeto Renascendo, Maria do Carmo

Daniel Fernandes, do Clima da Caatinga, agradeceu o convite para participar do seminário. “É um evento muito atual e de grande importância para a apresentação das ações socioambientais que estão dando certo, além de despertar o interesse de jovens para a o tema da preservação ambiental e dos recursos hídricos, sobretudo porque estamos em uma região semiárida onde a água está cada vez mais escassa”, afirma.

Minicursos

Durante a tarde, foram realizados os minicursos Cadeia Produtiva do Umbu no auditório do Programa de Pós-Graduação de Meio Ambiente, com a professora do Campus Sertão, Anny Kelly Vasconcelos de Oliveira; Hidrometria, com o professor da UFS, Ariovaldo Antônio Tadeu Lucas e Restauração Florestal, com professor da UFS, Robério Anastácio Ferreira/UFS e o engenheiro florestal, mestre em agroecossistemas e coordenador de Restauração e Monitoramento, Thadeu Ismerim Silva.

 

Minicurso Cadeia Produtiva do Umbu

Palestras

No segundo dia de realização, o seminário terá um ciclo de palestras no auditório da ADUFS, começando com Projetos Dois cânions um só coração: Poti e São Francisco, com o engenheiro florestal Thiago Roberto Soares Vieira, doutorando do PRODEMA/UFS e membro do Instituto Pangea-IPAN.

Ainda na manhã de quarta-feira acontecem as palestras Implantação e Sinalização de Trilhas, com Ivan Jorge Amaral da Conceição, Coordenador do Movimento Trilha Transcarioca e 14 anos das ações realizadas com recuperação de mata ciliar no Baixo São Francisco”, com o professor da UFS, Robério Anastácio Ferreira.

O ciclo de palestras é encerrado à tarde com o tema Boas Práticas de Água Floresta e Clima, com a professora Maria do Carmo Vieira, Coordenadora do Projeto Renascendo; o professor da UFS,  Antenor de Oliveira Aguiar Netto e Daniel Fernandes, coordenador do Projeto Clima da Caatinga.

O seminário será encerrado no final da tarde de quarta-feira com o Café Nordestino águas do São Francisco.O evento integra práticas de sustentabilidade promovidas pelo projeto Opará, que atua na recuperação de áreas degradadas da Caatinga com atividades de restauração florestal, educação ambiental, monitoramento hídrico e pesquisas na região semiárida nos estados de Sergipe e Alagoas, na bacia hidrográfica do rio São Francisco, Jacaré e riacho Mato da Onça. O projeto Opará: águas do rio São Francisco é realizado pela Sociedade Socioambiental do Baixo São Francisco Canoa de Tolda.

 

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